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Disney e a representatividade: A fórmula para o sucesso

Falando do mercado atual e das mudanças nos mecanismos de venda à partir da popularização das mídias sociais, é impossível não conectar todo esse universo ao conceito da representatividade. Em poucas palavras, o consumidor quer se ver representado na TV, no cinema, nas propagandas, e até mesmo nos posicionamentos de uma determinada empresa.

As mídias sociais alçaram a responsabilidade social a níveis elevados.Em um mundo de respostas instantâneas, o consumidor exige posicionamento e retornos rápidos com relação à toda e qualquer questão que seja pertinente ao contexto social ou cultural em que a empresa se encontre. Os gigantes da indústria, é claro, estão de olho nesse cenário já há algum tempo, e dentre eles, cabe destacar o excelente trabalho da Disney e todos os seus braços na indústria cinematográfica (Pixar, Marvel Studios, Lucas Films…)

ATUALIZANDO A FÁBULA DA PRINCESA

A princesa indefesa que fica adormecida por um encanto ou presa em uma torre à espera de um príncipe encantado já não existe mais. A Disney adaptou seus contos à realidade das mulheres atuais. Sem medo de mexer até mesmo nas mitologias mais sagradas, como a da Saga Star Wars, a empresa escalou para os papéis principais da nova trilogia uma mulher Jedi e um guerreiro negro.

É fato que apesar de lutar por ideais progressistas a Aliança Rebelde dos filmes sempre teve traços machistas. Os Jedi, por exemplo, eram uma ordem de cavaleiros quase que totalmente masculina. Antes de Finn, o Stormtrooper que se rebelou contra o Império nos mais recentes episódios da saga, a produção carecia de atores e atrizes negras em papéis de destaque.

Outro exemplo que quebra paradigmas dessa fábula é a recente animação Moana (2017). O enredo narra a trajetória da princesa de mesmo nome, que sente-se atraída pelo mar e viaja o oceano em busca de aventuras. Moana passa longe do estereótipo delicado e indefeso das colegas princesas e é agente do seu próprio destino em sua aventura, buscando a resolução do conflito e a salvação de seu povoado.

Outro ponto que cabe destacar: dona de um rosto rosto oval, cabelos longos, soltos e cacheados, Moana é uma representação e tanto para as mulheres negras, não só pelo tom de sua pele, mas por todas as características físicas que a personagem incorpora. A primeira princesa negra da Disney, Tiana, de A Princesa e o Sapo (2009) teve seus traços étnicos um tanto quanto suavizados.


REPRESENTATIVIDADE CULTURAL E HEROÍNAS NO CINEMA

A Disney não tem medido esforços para trabalhar a representatividade em suas produções. Além das questões étnicas, a questão cultural tem sido abordada de forma mais educativa e cuidadosa nas tramas. Um exemplo recente é Viva – A Vida É Uma Festa (2017), que narra as aventuras de Miguel, um jovem garoto mexicano em busca do seu sonho.

Sucesso de crítica, o filme expõe a cultura latina de uma forma delicada e cuidadosa. Em tempos conservadores para os americanos, é de se aplaudir que crianças de todas as idades aprendam lições importantes a respeito das diferenças culturais dos povos latino-americanos.

A mais recente aposta dos estúdios Disney, Capitã Marvel (2019), traz o primeiro filme da Casa de Ideias estrelado por uma heroína e quebra não só paradigmas, mas também, recordes de bilheteria. O filme deve ultrapassar em breve a marca de 1 bilhão de dólares de arrecadação e até o momento é o filme mais assistido de 2019 no Brasil.

A FÓRMULA DO SUCESSO

O sucesso inegável das produções da Disney condiz com a realidade do mercado. A representatividade está inclusa no que se espera das grandes empresas em termos de responsabilidade social, gera identificação e engajamento por parte dos consumidores e pode ser o caminho para conquistar um nicho de mercado. Mirando o exemplo dessa gigante, empresas do mundo todo passam a preocupar-se com as questões que são pertinentes ao seu público alvo.

Esse é o caminho natural do mercado globalizado, e as empresas, independente do ramo de atuação ou do tamanho do mercado, não podem ter medo de se posicionar. Representatividade gera relacionamento, e relacionamento gera entre outras coisas, retorno financeiro.

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